Boas-Vindas aos Ingressantes do Curso de Ciências Econômicas 2015.1
Os integrantes do Programa de Educação Tutorial em Ciências Econômicas – PET Economia, bem como o Departamento de Ciências Sociais Aplicadas e o colegiado do curso de Ciências Econômicas parabenizam a todos os ingressantes por mais uma conquista e, desde já, dão as boas-vindas!
Esperamos que a aprovação no vestibular seja, apenas, o começo de uma vida de sucesso. Nesta nova fase, é preciso que o estudante aproveite ao máximo o que a universidade o oferece. Ter uma rotina constante de estudos, participar dos programas e projetos oferecidos pela UESB, ter uma vida política ativa, e, principalmente, apresentar comprometimento para com os seus objetivos, são os principais passos para realizar uma boa graduação. Do discente de ciências econômicas espera-se, ainda, que assuma o compromisso de pensar, discutir e elaborar propostas para o crescimento e desenvolvimento da sociedade. O grupo PET se dispõe a ajudá-los nessa nova etapa, a fim de auxiliá-los no decorrer da sua jornada acadêmica. Parabéns pela escolha e bons estudos!
A nossa instituição é contemplada todos os anos com e Semana de Economia.
O evento objetiva discutir a atual conjuntura econômica a partir de um tema central em cada edição, proporcionando a comunidade regional a participação em um debate econômico qualificado, além incentivar a produção científica.
O que é o PET-Economia?
O PET foi instituído em 1979, com o nome de Programa Especial de Treinamento. Neste período estava subordinado a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior). O objetivo do PET, a início, era incentivar os alunos a continuarem seus estudos, para que estes prosseguissem na carreira acadêmica. A partir do ano 2000, o programa passou a ser vinculado ao SESu/MEC (Secretaria de Educação Superior), entre os anos 2000 e 2001 houve muita tensão a respeito do cancelamento do programa, e então, no ano de 2001, o PET foi reformulado sendo denominado Programa de Educação Tutorial.
O PET Economia UESB (Programa de Educação Tutorial em Ciências Econômicas) é um grupo formado por 12 estudantes bolsistas, que conta com a orientação de 1 professor tutor, com o objetivo de apoiar atividades acadêmicas que integram as áreas de ensino, pesquisa e extensão. As atividades extracurriculares desenvolvidas pelo PET contribuem para a formação acadêmica do estudante, como também, para atender as necessidades do curso de graduação. Das atividades desenvolvidas pelo grupo, destacam-se os Minicursos realizados em parceria com a Semana de Economia, o Cine PET, Prosa com Pesquisadores, Tour Acadêmico, o Jornal do PET, e os Projetos de Extensão.
Com uma concepção baseada nos moldes de grupos tutoriais e de aprendizagem, o PET é orientado com o objetivo de formar globalmente o aluno, proporcionando ao bolsista e os demais estudantes do curso uma gama diversificada de conhecimento acadêmico, assumindo a responsabilidade de contribuir para sua formação como pessoa e membro da sociedade.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Cerca de 250 trabalhadores temporários devem ser efetivados no comércio de Conquista
Os meses finais de cada ano são o momento das
contratações temporárias. Uma ótima oportunidade para quem quer
conquistar seu lugar no mercado de trabalho. Segundo o
vice-presidente do Sindicato dos Comerciários de Vitória da
Conquista, Guimarães Viana, até o fim do ano devem ser contratados
mais de 1000 profissionais para as vagas temporárias.
“Nós temos uma grande região que recebe gente
de todas as partes. Aqui, é o centro de comércio para uma região
de dois milhões de habitantes”, disse Viana. Segundo ele, o
comércio local atrai compradores e também gente de cidades pequenas
que quer trabalhar. Do total de contratos temporários desta época,
“espera-se que em torno de 25% sejam efetivados”.
Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL),
estes novos profissionais estão distribuídos em seis setores:
vestuário, eletroeletrônico, perfumaria e cosméticos, joias e
bijuterias, artigos para o lar e calçados.
http://www.blogdorodrigoferraz.com.br/v1/2014/12/16/cerca-de-250-trabalhadores-temporarios-devem-ser-efetivados-no-comercio-de-conquista/
Potências comerciais participarão de queixa da UE contra o Brasil
GENEBRA
- As principais potências comerciais pediram para
participar como “terceiras partes com interesses” na disputa
aberta pela União Europeia (UE) contra o Brasil na Organização
Mundial do Comércio (OMC), que poderá se tornar o maior litígio
comercial enfrentado pelo país nos últimos tempos.
Como previsto, a OMC aprovou nesta manhã a
abertura do painel — comitê de especialistas — que
examinará a queixa europeia. Estados Unidos, Japão e Coreia estão
entre os países que também vinham reclamando do Brasil. Além
disso, participarão China, Rússia e Índia, parceiros do grupo
BRIC, bem como Argentina, Austrália, Turquia e Taiwan.
Os europeus se queixam de vários programas para
os setores automotivo e de tecnologia da informação, entre outros,
com isenção fiscal para produtos domésticos que acabariam por
significar discriminação contra os importa dos. “Essas medidas
são discriminatórias e visam substituir importações, na medida em
que são vinculadas a exigências de uso de conteúdo local”,
aponta a UE na OMC.
A União Europeia diz que a disputa deve examinar
desonerações fiscais para companhias no Brasil que também alcançam
certas metas de exportações, o que considera uma violação das
regras sobre subsídios à exportação.
Os europeus se dizem inquietos com a “contínua
expansão dessas medidas para cobrir um crescente número de
setores”, citando o caso do Inovar-Auto, que substituiu um programa
temporário anterior que seria igualmente discriminatório
contra o produto estrangeiro. “É importante que o Brasil respeite
as regras da OMC”', diz a UE.
Por sua vez, a delegação brasileira, chefiada
pelo embaixador Marcos Galvão, lamentou a abertura do caso diante
dos árbitros da OMC, insistindo que os programas são consistentes
com as regras internacionais.
Conforme o embaixador, os programas visam reforçar
a inovação e a formação de mão de obra mais qualificada no
Brasil e, ao mesmo tempo, ampliar o comércio e promover uma
“interação dinâmica” entre investimentos, os setores
envolvidos e os fluxos de comércio.
Para o Brasil, as companhias estrangeiras,
especialmente as europeias, estabelecidas no Brasil “tê m sido
positivamente afetadas por esses programas, que não têm efeito que
deprime importações”.
A delegação brasileira reiterou que os programas
questionados pela UE procuram posicionar melhor o Brasil nos setores
de alta tecnologia no mercado global, e não isolar o país do resto
do mundo. Para o Brasil, a UE faz uma interpretação ampla demais
das regras da OMC sobre tratamento nacional e conteúdo local que, se
aceita, afetaria a capacidade dos membros da OMC de promover
desenvolvimento social e tecnológico.
Um exemplo é de que o Recap, programa para compra
de bens de capital para empresas exportadoras, e o PEP são
simplesmente mecanismos para melhorar a administração tributária e
facilitar a devolução de impostos pagos em excesso.
http://www.valor.com.br/internacional/3826692/potencias-comerciais-participarao-de-queixa-da-ue-contra-o-brasil
EUA e Cuba fazem acordo sobre troca de presos
WASHINGTON - Cuba
libertou nesta quarta-feira um prisioneiro americano que permanecia
detido há cinco anos no país – Alan Gross, que aparentemente
tinha problemas de saúde –, em iniciativa qualificada como
um gesto “humanitário”.
A expectativa é de que o presidente dos EUA,
Barack Obama, faça um pronunciamento sobre a questão ainda nesta
quarta-feira.
Gross era um prestador de serviços da Agência de
Desenvolvimento Internacional dos EUA e foi acusado de espionagem
pelo governo cubano ao tentar fornecer serviços de internet a
cidadãos cubanos.
A expectativa é de que a iniciativa do governo
cubano contribua para a normalização das relações entre a ilha e
os Estados Unidos. Como parte do acordo para a libertação do
cidadão americano, o governo americano estaria disposto a revogar
muitas das restrições a viagens e transferências de dinheiro que
afetam hoje Cuba.
Em retribuição, os EUA devem transferir à ilha
três pessoas condenadas por espionarem para Cuba. Ainda em
conformidade com o acordo, de acordo com uma fonte do governo
americano, Cuba libertará 53 prisioneiros políticos e os Estados
Unidos farão uma revisão do status de Cuba, atualmente incluída na
lista dos EUA de países que apoiam o terrorismo.
http://www.valor.com.br/internacional/3827484/eua-e-cuba-fazem-acordo-sobre-troca-de-presos
Crise na Rússia balança emergentes
O agravamento da crise cambial na Rússia, que
levou o rublo a cair 12% ante o dólar ontem, contribuiu para piorar
o cenário para os mercados emergentes. A maioria das moedas tem
mostrado fortes perdas, diante da combinação de queda nos preços
das commodities, enfraquecimento da economia chinesa e expectativa de
alta de juros nos EUA. Com esse pano de fundo, o real fechou no menor
nível desde março de 2005, a R$ 2,7341 por dólar, e o mercado
futuro de juros chegou a embutir uma aceleração no ritmo de
elevação da Selic. O presidente do BC, Alexandre Tombini, por sua
vez, sinalizou a continuidade do programa de swaps cambiais.
Ainda é cedo para avaliar se a crise russa tem o
potencial de arrastar outros mercados. A percepção inicial é que o
contágio é limitado porque o mau humor vem de fatores muito
específicos: alta dependência de receitas do petróleo, tensão
política com o Ocidente que resultou em uma série de sanções,
além da desconfiança com a política local.
Outro fator que limitaria a extensão da crise a
outras economias é o fato de hoje as posições em câmbio estarem
menos alavancadas. Os investidores têm reduzindo a exposição a
moedas de emergentes desde o ano passado diante da perspectiva de
aumento dos juros nos EUA em 2015, diz Flavia Cattan-Naslausky,
estrategista de câmbio para América Latina do Royal Bank of
Scotland (RBS).
"Estamos vendo um 'sell-off' [venda
generalizada de ativos] controlado. O problema é que a liquidez nos
mercados está muito baixa, com os investidores adotando uma postura
mais cautelosa, evitando aumentar as posições."
Para Paulo Vieira da Cunha, diretor de pesquisa do
ICE Canyon, fundo de Los Angeles especializado em emergentes e
ex-diretor do Banco Central, é cedo para falar em uma crise na
Rússia na intensidade vista em 1998.
A forte queda do preço do petróleo afeta
principalmente os países com a economia atrelada à commodity. A
perspectiva, segundo Cunha, é que depois de um forte ajuste, o preço
do óleo se estabilize a partir do segundo semestre de 2015. "O
que acontece é que em momentos de maior volatilidade e queda abrupta
do preço do petróleo, as moedas de países considerados mais
vulneráveis, muito dependentes de financiamento externo, sofram mais
como Turquia, Indonésia e África do Sul."
Apesar de não sofrerem com tensões do lado
geopolítico, moedas de países como Colômbia, México, Malásia e
Venezuela, também grandes exportadores de petróleo, evidenciam
algum nível de vulnerabilidade devido à exposição das receitas
fiscais aos preços do petróleo.
http://www.valor.com.br/financas/3826362/crise-na-russia-balanca-emergentes
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
15/12/2014
Cantareira
volta a cair e Sabesp não informa
dados sobre Alto Tietê
O
sistema Cantareira voltou a registrar queda nesta segunda-feira (15).
De acordo com dados da Sabesp, a companhia de saneamento de São
Paulo, o reservatório opera com apenas 7,2% de sua capacidade. Ontem
(14), era 7,3%. Já o Guarapiranga caiu de 44,8% para 35,8% de
domingo para segunda.
No
balanço divulgado diariamente pela Sabesp, o sistema Alto Tietê
aparece sem indicação da quantidade de chuva e da capacidade do
reservatório. Procurada, a Sabesp informou que não tem como passar
essa informação por conta de "problemas técnicos" e que
os dados estarão disponíveis somente no final do dia.
A
Sabesp informou no domingo (14) que obteve autorização do Daee
(Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo) para
"captar mais 39,46 milhões de metros cúbicos da represa Ponte
Nova, representando mais 6,6% ao volume útil. Esse acréscimo de
volume não necessita de bombeamento, sendo possível a retirada
através da descarga normal", disse a estatal. No domingo,
o sistema operava com 4,1% e, como o volume adicional, estava com
10,7%. Os dados desta segunda-feira ainda não foram divulgados.
O
reservatório Alto Tietê, que abastece 4,5 milhões de pessoas na
região leste da Grande São Paulo, está em uma situação crítica.
De acordo com especialistas, o Alto Tietê depende de chuva intensa
nas próximas semanas para não entrar em colapso em janeiro, antes
mesmo do Cantareira.
A
Sabesp diz que foi realizada uma batimetria (medição da
profundidade) que permitiu ajustar a capacidade do Alto Tietê
aproveitando a estrutura existente. Afirma ainda que bastou,
para isso, a autorização do DAEE, sem ser preciso aval de órgãos
federais, como a ANA (Agência Nacional de Águas).
Roberto
Kachel, engenheiro especialista em hidrologia e membro do Comitê da
Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, diz estranhar a utilização
desse volume morto pela Sabesp sem a realização de nenhum tipo de
obra.
Para
ele, um ajuste feito só a partir da batimetria indicaria um erro
grosseiro de cálculo sobre a real capacidade do reservatório até
então. "Não é possível um erro dessa ordem. Errar meio
metro na batimetria é um absurdo em termo de engenharia. Isso seria
uns quatro a cinco metros de erro de batimetria. Se fosse meu aluno,
faria dependência por no mínimo três anos. É algo absolutamente
impossível", diz Kachel, professor da Universidade de Mogi das
Cruzes.
Antonio
Carlos Zuffo, professor da Unicamp, afirma que, diante do atual
quadro, a Sabesp irá captar a "água que tiver".
Disponível em:
15/12/2014
Inflação do varejo no IGP-10 foi a mais intensa em 11 anos, diz FGV
Por
Alessandra
Saraiva
Pressionada
por serviços ainda em alta e reajustes em preços administrados, a
inflação do varejo em 2014 no âmbito do Índice Geral de Preços
-10 (IGP-10) foi a mais forte em 11 anos. O alerta partiu do
Superintendente Adjunto de Inflação do Instituto Brasileiro de
Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Salomão Quadros.
Ele
considerou que o resultado anual do IGP-10 de 2014, anunciado nesta
segunda-feira e que mostrou alta de 3,88% no ano — a menor desde
2009 —, corrobora previsões anteriores, de que a família dos
Índices Gerais de Preços (IGPs) terminarão o ano com taxas anuais
abaixo de 4%, menores do que as de 2013, quando terminaram o ano com
resultados acima de 5%. Mas frisou que a evolução de preços
varejistas inspira cuidados, principalmente a persistência na
inflação de serviços — que deve encerrar 2014 em torno de 8,5%.
Isso,
na prática, é prejudicial para o contexto inflacionário de 2015,
visto que esse segmento mostra persistência de aumento de preços
que não está diminuindo ritmo de avanço, com o passar do tempo,
admitiu o técnico.
O
economista detalhou que, em 2014, o Índice de Preços ao Consumidor
10 (IPC-10) terminou o ano com alta de 6,64%, acima de 2013 (5,47%);
e a mais elevada taxa desde 2003 (9,86%). A inflação do varejo foi
pressionada por energia elétrica mais cara em 2014 — um item que,
no ano passado, passou por redução de tarifa; mas voltou a subir
esse ano, comentou ele.
Porém,
uma das classes de despesa que mais contribuiu para esse resultado
foi Educação, Leitura e Recreação que mostrou inflação de 8,72%
em 2014, acima de 2013 (7,09%). “Entre as oito classes de despesa
usadas para cálculo do IPC-10, essa é a que possui maior
concentração de preços de serviços”, lembrou o técnico,
considerando que a atividade de serviços há anos mostra desempenho
anual acima de 8%, no âmbito dos IGPs — e 2014 não será
diferente.
Outro
aspecto que contribuiu foi a inflação dos alimentos. Embora tenha
finalizado o ano com alta de 7,95%, menos intensa do que a de 2013
(9,28%), não significa que sua influência foi inócua na formação
da inflação do varejo em 2014, salientou o especialista.
“Esse
comportamento de varejo com preços em alta com certeza será notado
no resultado anual do IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo]
em 2014”, disse o especialista, citando o indicador oficial do
governo, usado para cálculo de meta inflacionária, e que será
anunciado em janeiro de 2015.
A
trajetória de preços do varejo em 2014, que representam 30% dos
IGPs, foi bem diferente da observada pelos preços atacadistas, que
têm fatia de 60% nos resultados totais dos indicadores. A inflação
do atacado subiu 2,51% esse ano, menos da metade da registrada em
2013 (4,97%), devido a um comportamento mais favorável nos preços
das commodities, principalmente minério de ferro – cujo preço
caiu 36,22% em 2014, ante 2013, no âmbito do IGP-10.
Ao
comentar a evolução mensal do indicador, Quadros explicou que a
aceleração na taxa, de novembro para dezembro (de 0,82% para
0,98%), foi causada por repasses de aumentos em matérias-primas
brutas, ocorridos em novembro, em produtos finais tanto no atacado
quanto no varejo. O impacto do reajuste de gasolina, em novembro,
também pressionou a taxa mensal do índice, acrescentou ele. “Mas
esperamos uma desaceleração [do IGP-10] em janeiro, em comparação
com dezembro”, disse, considerando que a influência do reajuste
não deve ser mais percebida no primeiro IGP-10 mensal de 2015.
Disponível em:
Shopping Conquista Sul: 600 mil consumidores são aguardados neste final de ano
Com expediente especial, a
expectativa é de um aumento entre 12% e 14% nas vendas no Shopping
Conquista Sul, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo
Cézar Zolim, superintendente do Shopping, até o final de dezembro
são esperados 600 mil consumidores. “Tudo isso se deve ao
incremento de renda das pessoas através das parcelas de 13º
salário, mas também ao o Shopping Conquista Sul e as lojas estarem
em uma promoção que sorteará um carro para cada R$ 100 em compras.
Basta reunir os tickets de varias lojas e concorrer a um Etios”,
disse Zolim.
http://www.blogdoanderson.com/2014/12/15/shopping-conquista-sul-600-mil-consumidores-sao-aguardados-nesge-final-de-ano/
Indústria japonesa está mais cautelosa quanto ao futuro, mostra tankan
TÓQUIO - Os
industriais japoneses estão se tornando mais cautelosos sobre o
futuro, apesar da queda dos preços do petróleo e de outros fatores
favoráveis, mostra a pesquisa tankan, do Banco do Japão (BoJ),
divulgada nesta segunda-feira, um lembrete oportuno do frágil estado
da economia para o primeiro-ministro Shinzo Abe, um dia depois de sua
decisiva vitória na eleição parlamentar.
O sentimento entre os grandes fabricantes manteve
praticamente otimista sobre as condições econômicas atuais e as
projeções de gastos de capital e os lucros das empresas para o ano
corrente permaneceram robustas.
Mas qualquer ascensão no humor das empresas do
Japão a partir das medidas adicionais de flexibilização do BoJ, um
iene mais fraco e os preços de combustível mais baixos parece ter
sido anulada pela preocupação com a orientação futura da
economia, enquanto elas se esforçam para superar uma depressão
induzida pela crise fiscal.
A sondagem trimestral tankan do Banco do Japão,
realizada junto a mais de 10 mil empresas, mostrou que o índice que
mede o humor de grandes fabricantes foi a +12, um ponto abaixo do
levantamento anterior, de setembro. O valor é calculado
subtraindo-se o percentual de entrevistados dizendo que as condições
de negócio são ruins daqueles dizendo que eles são bons. O
resultado foi um pouco menor do que a previsão média de +13 feita
por 16 economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”. A
pesquisa demonstrou que os números para março devem cair para +9.
A tankan segue uma série de indicadores que
sugerem que a terceira maior economia do mundo não está ainda fora
de perigo depois que um aumento do imposto nacional sobre vendas em
abril provocou uma recessão por minar os gastos dos consumidores. A
queda do Japão coincide com uma desaceleração na Europa e na
China, colocando sobre os EUA a maior parte do ônus para impulsionar
o crescimento global. Os preços do petróleo mais barato, a decisão
de Abe de suspender o aperto fiscal e a surpreendente decisão do BoJ
de expandir suas medidas de estímulo ainda não demonstraram
qualquer efeito perceptível sobre o sentimento do japonês.
A grande queda na moeda japonesa provocada pela
flexibilização monetária adicional do BoJ em outubr o beneficiou
os exportadores, através do aumento do valor de ienes de seus lucros
no exterior. Mas isso tem gerado preocupação de que podem afetar
negativamente as empresas não-manufatureiras e as menores, que
dependem mais de vendas no mercado interno, elevando os preços das
importações de que necessitam.
Apesar dessas preocupações, o índice para
grandes não-fabricantes inesperadamente subiu três pontos, para
+16. Economistas esperavam +12.
As grandes empresas revisaram para cima seus
planos de investimento de capital para o ano até março para um
aumento de 8,9%, ante a projeção anterior de crescimento de 8,6%,
em um sinal encorajador de que as empresas estão dispostas a
aumentar seus investimentos no atual clima econômico.
O comportamento empresarial detém a chave para o
sucesso das estratégias de crescimento do plano Abenomics, que visam
acabar com anos de deflação e gerar inflação sustentável de 2%.
Abe está levando as empresas a utilizar melhor seus crescentes
ganhos e o enorme estoque de dinheiro em outros lugares, como o
aumento dos salários e mais investimentos.
(Dow Jones Newswires )
http://www.valor.com.br/internacional/3822516/industria-japonesa-esta-mais-cautelosa-quanto-ao-futuro-mostra-tankan
Nada será como antes, amanhã...
Nesse quadro de instabilidade, não há espaço para vacilos esquerdistas e voluntaristas, considerando uma correlação de forças desfavorável.
Apesar do aumento da taxa de juros, Dilma não capitulou, tampouco está paralisada.
Joaquim Levy não será o Czar da economia e além da aplicação de medidas econômicas anticíclicas, como injetar R$ 30 bilhões no BNDES e reduzir os encargos financeiros da dívida dos estados e dos municípios, uma das suas primeiras iniciativas foi sentar com as centrais sindicais para definir uma pauta de negociação entre o governo e os trabalhadores.
Agora, considerando que se trata de um governo em disputa, o bloco histórico progressista deve construir os pressupostos econômicos, políticos e ideológicos para abrir um novo ciclo de desenvolvimento e para criar janelas de oportunidade no quadro das transformações que ocorrem no mundo.
Para unificar e para combinar as ações deste bloco no Estado e na sociedade, precisamos avançar nos planos teórico e estratégico em direção ao alargamento da democracia, à redução da desigualdade, à superação da dependência e à afirmação da ética pública, bem como precisamos enfrentar quatro grandes desafios no plano tático:
(i) derrotar a tentativa de impeachment articulada pela oposição no contexto das denúncias seletivas da operação lava jato;
(ii) consolidar uma frente ampla política e eleitoral, ensaiada no segundo turno das eleições presidenciais, para lutar pela reforma política que vete o financiamento empresarial de campanha e pela democratização da mídia;
(iii) superar o reducionismo do tripé macroeconômico (sistema de meta de inflação, superávit primário e câmbio flutuante);
(iv) abrir um novo ciclo de desenvolvimento assentado no pré-sal, na industrialização, no dinamismo do mercado interno e externo, na universalização das políticas sociais e na sustentabilidade ambiental.
Seu objetivo central deve ser a melhoria da qualidade de vida material e cultural da juventude, dos trabalhadores e dos cidadãos brasileiros.
Primeira análise
O governo Dilma continua em disputa.
Com toda energia, devemos criar uma frente ampla política e eleitoral para construir pressupostos que permitam o governo abrir um novo ciclo de desenvolvimento.
O PT, os partidos do campo democrático, popular e socialista, os setores progressistas do PMDB, do PSB e do PROS, as centrais sindicais, os movimentos sociais e as universidades têm uma responsabilidade gigantesca na atual conjuntura histórica.
A frente tem a dupla tarefa de sustentar o governo contra a direita e de pressionar o governo para avançar à esquerda, mas as condições são muito piores do que há 12 anos.
Por exemplo, a diferença eleitoral em favor do PT nas eleições presidenciais caiu de 22% dos votos validos em 2002 para 3,3% em 2014 e as bancadas sindical e social perderam 50% de seus parlamentares.
Dilma precisa de apoio popular em torno da reforma política e da democratização da mídia para enfrentar as contradições da sociedade brasileira – a reforma agrária, a reforma urbana e a melhoria da mobilidade urbana estão na boca do povo –, mas esse congresso é o mais conservador desde a redemocratização.
Dada essa correlação de forças no Estado, ela precisa mediar na economia para garantir a governabilidade, mas isso não significa que ela adotou o programa econômico recessivo dos tucanos.
O novo ministro da fazenda sinalizou que a meta do superávit primário será de 1,2% do PIB em 2015, o menor dos últimos 17 anos. Ou seja, o ajuste fiscal será feito de forma gradual para preservar os avanços sociais dos últimos 12 anos.
Além do mais, com a desnacionalização da economia promovida pelo PSDB entre 1994 e 2002, as restrições internacionais passaram a constranger o espaço para as políticas redistributivas e para ampliação do mercado interno, tornando necessária a aprovação de medidas anticíclicas – como a flexibilização da meta do superávit em 2014 – para garantir o emprego, manter o salário e fomentar o investimento em infraestrutura.
Um ajuste fiscal moderado e a aprovação de pontos da reforma tributária serão insuficientes para atender as reivindicações da nossa base social, mas podem acelerar a retomada do crescimento e sustentar a âncora salarial, caso não se perca de vista a redução do estoque da dívida pública e o alongamento de seus encargos financeiros para sedimentar o caminho da universalização das políticas sociais.
A construção de uma frente ampla política e eleitoral
Na atual conjuntura, devemos combinar uma tática defensiva no Estado (economia) com uma estratégia contraofensiva na sociedade (política, ideológica e organizativa).
Com apoio da mídia, os conservadores cresceram nas últimas eleições e produziram uma direita avessa ao jogo democrático. Ora a oposição assopra, pressionando Dilma para aplicar o programa dos tucanos, ora a oposição morde, apostando no impeachment e na destruição do PT.
Nesse quadro de instabilidade, não há espaço para vacilos esquerdistas e voluntaristas, considerando uma correlação de forças desfavorável no Estado e as debilidades da esquerda, dos setores populares e do próprio projeto socialista na sociedade.
Podemos resistir à ofensiva udenista e suas ameaças de blackout. Podemos mudar esse quadro e fazer um governo reformista, mas Dilma, Lula e o PT não fecharam seus olhos para essa fragilidade no campo institucional.
Com base no programa disputado nas urnas, procuram fortalecer a aliança com o PMDB, refrear o centro e dividir a direita e a própria reforma ministerial levará em conta a necessidade de realizar um presidencialismo de coalizão pressionado e chantageado por um congresso fisiológico.
Do lado da frente, o pulo do gato é compreender que a capacidade de negar e de superar a tática defensiva no campo econômico dentro do Estado reside na sustentação e na pressão dos partidos, das burocracias, das centrais sindicais, dos movimentos sociais e dos estudantes alinhados ao campo democrático, popular e socialista.
Do lado do Estado, o problema é compreender que, a depender do tamanho do aperto monetário e do ajuste fiscal diante da pressão do capital financeiro nacional e internacional, a estratégia contraofensiva política, ideológica e organizativa dos setores progressistas pode se desmobilizar, minando sua governabilidade popular, bem como sua margem de manobra para criar um novo ciclo de desenvolvimento.
O PT tem a responsabilidade de fazer essa mediação, cumprindo um papel importante nas negociações da frente ampla com o governo Dilma. No seu V Congresso, o próprio partido deve fazer um balanço da sua crise de hegemonia, em sentido democrático e socialista, para debater o “reformismo fraco” do lulismo e fazer uma autocrítica de seus erros nos últimos 12 anos. Se necessário deve promover mudanças substantivas em sua direção política e no tipo de construção e organização partidárias para combater o antipetismo no parlamento, na rua e na internet.
O momento é histórico e exige grandeza e unidade para atrair a base aliada à Marina Silva e os descontentes com o sistema de representação política do campo da esquerda. Para contrabalançar a correlação de forças, será decisiva a consolidação desta frente em torno da reforma política e da democratização da mídia, fortalecendo a capacidade política e ideológica do governo para abrir um novo ciclo de desenvolvimento.
Diferenças existem e devem ser demarcadas e respeitadas, sem sectarismo dentro da frente e em sua relação com o governo. Será um processo cheio de lutas, tensões e negociações, contudo a frente política progressista tem a dupla tarefa de sustentar o governo contra a direita e de pressioná-lo no avanço à esquerda, apostando na organização, conscientização e mobilização da juventude, dos trabalhadores e dos cidadãos, ora mediando, ora avançando no curso da luta de classes e da disputa de hegemonia, dentro e fora do Estado.
Tripé macroeconômico superado: um novo ciclo de desenvolvimento
No campo socialista, somos críticos ao estalinismo e ao social-liberalismo – esse último apoiado na macroeconomia do “socialismo neoliberal” dos anos 80/90.
Diante da crise internacional, o recuo social-liberal na política econômica (Estado) não deve impedir que o bloco histórico progressista (sociedade) debata os erros e os acertos do neodesenvolvimentismo petista, bem como discuta a necessidade de negação e de superação do tripé macroeconômico (meta de inflação, superávit primário e câmbio flutuante) como pré-condição para o governo abrir um novo ciclo de desenvolvimento.
Dos 46 bancos centrais que estabeleceram metas de inflação, 30 estão abaixo da meta, preocupados agora com os efeitos devastadores da deflação na Europa. O consenso dos analistas, não necessariamente de esquerda, é que a zona do euro precisa reestruturar a dívida para ampliar os investimentos públicos, renegociando o principal e os períodos de carência, reescalonando os encargos financeiros e, se constatada irregularidades, anulando parcialmente a dívida.
No Brasil, aplicar um ajuste fiscal gradual para reduzir inflação a fim de baixar juros e tornar o câmbio competitivo deve, também, pressupor a redução e o alongamento do estoque da dívida pública no longo prazo. O próprio FHC, em entrevista concedida à revista Primeira Leitura, em julho 2004, defendia que o Brasil lidasse com a dívida interna de outra maneira.
Como nos ensinou Kalecki, sozinhos, dificilmente os capitalistas garantirão o pleno emprego no longo prazo. Hoje, sem dúvida a retomada do crescimento depende da ampliação do investimento privado e público, sendo decisiva a ação dos governos, bancos públicos e fundos de pensão institucionais, para permitir o reposicionamento da indústria nas cadeias globais do mercado externo e para reduzir o déficit da balança de pagamentos.
De qualquer forma, esse exame precisa ser aprofundado por todos os aliados do governo Dilma, pois a crítica ao tripé macroeconômico poderá ter desdobramentos teóricos e estratégicos significativos para criação de um novo ciclo de desenvolvimento assentado no pré-sal, na industrialização, no dinamismo do mercado interno e externo, na universalização das políticas sociais e na sustentabilidade ambiental.
Nesse sentido, uma opção seria atualizar e adaptar o modelo sueco de pleno emprego, considerado um paradigma para os críticos da experiência soviética (estalinista) e estadunidense (liberal); outra opção seria olhar para a própria experiência da esquerda latino-americana reformista e revolucionária.
Mas seja no modelo keynesiano, seja no modelo de capitalismo de Estado, uma vez fortalecido o padrão de financiamento público e a formação bruta de capital fixo, a âncora salarial (carteira assinada, renda e crédito no mercado interno) e os direitos sociais serão duas pedras fundamentais para arquitetura desse novo ciclo de desenvolvimento.
Em particular, a universalização das políticas sociais tem um potencial transformador civilizatório nos países da periferia capitalista. Em nosso caso, a depender da sua extensão e da sua profundidade, pode permitir com mais rapidez a consolidação da posição política da frente ampla progressista no Estado em várias dimensões, a saber: construir uma ética pública e solidária na sociedade; desprivatizar o Estado, democratizando o acesso ao fundo público; atacar a pobreza, a desigualdade, os baixos níveis educacionais e culturais e a violência social nas metrópoles; produzir renda, produto, emprego e inovação tecnológica; aumentar a produtividade da força de trabalho e reduzir o índice de inflação do setor de serviços.
Sinônimo de democracia e de uma “economia de mercado socialmente regulada” (termo cunhado pela socialdemocracia alemã antes da ascensão do nazismo), esse ciclo pode garantir crescimento econômico, sem descuidar da soberania brasileira na nova geopolítica mundial, visando à melhoria da qualidade de vida material e cultural da juventude, dos trabalhadores e dos cidadãos brasileiros.
Nada será como antes para a esquerda brasileira, que deve repensar suas divisões e seus romantismos, na crítica dialética do seu “horizonte de expectativa”. A vitória de Dilma foi uma vitória contra o retrocesso, saudada em toda América Latina. Se quisermos avançar, unidade é a palavra-chave para superar a tática defensiva no Estado (economia) e para avançar concretamente na estratégia contraofensiva na sociedade (política, ideológica e organizativa), fortalecendo o governo em sua promessa de mudar para melhor a qualidade de vida dos brasileiros.
(*) Carlos Ocké é economista e membro do conselho consultivo do Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (Cebes).
http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Nada-sera-como-antes-amanha-/4/32441
Silêncio dos militares traz dúvidas sobre volta da ditadura, diz Dallari
O
coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari,
criticou ontem o silêncio das Forças Armadas sobre o relatório
entregue pelo grupo à presidente Dilma Rousseff na quarta-feira e
disse que é preciso reconhecer a responsabilidade pelos crimes
cometidos durante o regime militar (1964-1985). Para Dallari, a
atitude dos militares gera insegurança na sociedade e traz dúvidas
sobre a volta da ditadura no país.
No relatório da CNV,
a comissão pede a punição de 377 agentes públicos por violação
dos direitos humanos durante o período militar, entre eles cinco
generais que presidiram o Brasil.
"As Forças
Armadas precisam reconhecer a sua responsabilidade institucional,
pelo bem da reconciliação nacional", afirmou Dallari. "É
necessário que as Forças Armadas se posicionem em relação a isso.
O silêncio poderá passar a impressão de que as Forças Armadas
ainda estão de acordo com o que foi feito no passado e poderiam
especular com a possibilidade de voltar a fazer no futuro",
afirmou. Dallari participou ontem de uma audiência pública no
Senado, na Subcomissão Permanente da Memória, Verdade e Justiça,
para debater o relatório.
O coordenador da CNV
disse que a democracia brasileira precisa ter "absoluta
segurança" de que as atrocidades ocorridas na ditadura nunca
mais voltem a acontecer. E para isso, insistiu, é preciso que os
militares reconheçam as violações cometidas no regime militar.
Dallari disse que as
Forças Armadas têm recebido apoio do parlamento e da sociedade
brasileira e citou como exemplo a aprovação do Orçamento com
recursos para a compra dos jatos suecos Gripen. "Esse gesto de
apoio não está sendo retribuído. A reconciliação nacional só
virá com esse reconhecimento".
Em audiência na
Câmara também para debater o tema, o coordenador do projeto Direito
à Memória e à Verdade da Secretaria de Direitos Humanos da
Presidência, Gilney Viana, disse que "com o relatório o Estado
brasileiro diz: tortura nunca mais, ditadura nunca mais".
http://www.valor.com.br/politica/3814384/silencio-dos-militares-traz-duvidas-sobre-volta-da-ditadura-diz-dallari
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