sexta-feira, 12 de dezembro de 2014


Seis capitais concentram 24% do PIB do país, revela IBGE
Por Rafael Rosas | Do Rio
Seis municípios brasileiros continuaram concentrando, em 2012, quase um quarto de toda a riqueza produzida no país. Os dados constam do Produto Interno Bruto dos Municípios 2012, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O quadro se mantém praticamente inalterado desde 2008. Em 2011, esses municípios detinham 24, 6% do PIB. Em 2014, recuaram para 24%.
São Paulo lidera, com 11,4% de participação em 2012, contra 11,6% em 2011. A seguir, vem o Rio de Janeiro, com 5%, contra 5,1%. Brasília ficou com 3,9%, abaixo dos 4% de um ano antes; Curitiba respondeu por 1,3%, contra 1,4% em 2011; Belo Horizonte manteve 1,3% e Manaus baixou 0,1 ponto, para 1,1%. No total, as seis cidades abrigam 13,6% da população brasileira.
A participação das capitais no PIB foi a menor desde o início da série histórica, em 1999. As 27 capitais - Brasília inclusive - responderam, em 2012, por 33,4% do PIB nacional, contra 33,7% em 2011. Em 1999 havia sido 38,7%.
Metade do PIB do país em 2012 foi produzido em 57 municípios - incluindo os seis maiores -, que, juntos, respondem por 31,4% da população nacional. O Brasil tem 5.565 municípios.
Entre as cidades brasileiras que não são capitais, 11 destacaram-se por gerar individualmente mais de 0,5% do PIB em 2012, somando 8,7% do total das riquezas produzidas no país naquele ano: Campos dos Goytacazes (RJ), Guarulhos (SP), Campinas (SP), todos com 1% de participação no PIB; Osasco e Santos, ambos em São Paulo, com participação de 0,9% cada; São Bernardo e Barueri, em São Paulo, com 0,8% cada; Betim (MG), São José dos Campos (SP) e Duque de Caxias (RJ), com 0,6% de participação cada; e Jundiaí (SP), com 0,5%.
Na outra ponta, outros 1.334 municípios do país respondiam por apenas 1% do PIB e 3,3% da população. Nesse grupo estão 75,9% dos municípios do Piauí, 61,4% dos municípios da Paraíba, 53,2% dos municípios do Tocantins e 50,9% dos municípios do Rio Grande do Norte Na maior parte dos Estados, os cinco municípios com os maiores PIBs respondem por mais de 30% do PIB estadual.
O município de Padre Carvalho (MG) foi o que mais ganhou posições no ranking, saltando da 4.959ª para a 2.985ª posição de 2011 para 2012. Depois apareceram Abadia de Goiás (de 3.859º para 1.979º) e as mineiras Guaraciama (de 4.914º para o 3.389º) lugar; Josenópolis (5.117º para 3.653º) e Olhos d'Água (4.035º para o 2.616º).
Segundo o IBGE, as cidades mineiras se beneficiaram do crescimento da produção de carvão vegetal e de madeira em 2012. Abadia de Goiás contou com abertura de um frigorífico e de um atacadista de móveis e eletrodomésticos.
Municípios pouco populosos, mas com concentração de grandes empresas, ficaram com o maior PIB per capita, caso de Presidente Kennedy (ES), com R$ 512 mil e de Louveira (SP), com R$ 285,6 mil.


Fonte: http://www.valor.com.br/brasil/3814318/seis-capitais-concentram-24-do-pib-do-pais-revela-ibge

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

CONTAS DA PREFEITURA DE VITÓRIA DA CONQUISTA SÃO REPROVADAS

As contas da Prefeitura de Vitória da Conquista, da responsabilidade de Guilherme Menezes de Andrade, referentes ao exercício de 2013, foram reprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios, na sessão desta terça-feira (09). O conselheiro relator, Fernando Vita, aplicou multa de R$ 5 mil ao gestor pelas irregularidades remanescentes no parecer.
As contas foram rejeitadas em razão da abertura de créditos adicionais suplementares sem a existência dos recursos correspondentes, fato que, por si só, compromete o mérito das contas. Em face da irregularidade, a relatoria determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual contra o gestor.
No exercício de 2013, o Município de Vitória da Conquista apresentou uma receita arrecadada na ordem de R$ 468.290.061,81 e realizou despesas no montante de R$ 475.096.792,02, resultando em um déficit orçamentário de R$ 6.806.730,21, refletindo um desequilíbrio das contas públicas.
Cabe recuso da decisão.

Uesb recebe Prêmio Nacional de Direitos Humanos

Desde outubro de 2011, o Centro de Referência em Direitos Humanos da Uesb (CRDH) desenvolve ações voltadas para a promoção da cidadania na região Sudoeste da Bahia, em todo o território de abrangência da Universidade. Além dos resultados efetivados na vida de milhares de pessoas, o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido veio por meio de duas indicações para o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, em 2012 e em 2013, e neste ano, não apenas indicada, a Uesb  recebeu o Prêmio concedido pela Presidência da República, em uma solenidade realizada hoje (quarta-feira), em Brasília. O vice-reitor da instituição, Fábio Félix, recebeu o prêmio das mãos da presidente Dilma Rousseff.
O Prêmio Nacional de Direitos Humanos é a maior condecoração do governo brasileiro às pessoas e instituições que desenvolvem ações de promoção e defesa dos direitos humanos. Em solenidade comemorativa ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, a premiação consiste na concessão de diploma e obra de arte entregues a 20 iniciativas que se destacaram no período de 2011 a 2014. Com informações da Ascom – Uesb

Fonte: http://www.blogdorodrigoferraz.com.br/v1/2014/12/10/uesb-recebe-premio-nacional-de-direitos-humanos/

Conquista: Governo Municipal se reúne com representantes da empresa Cidade Verde

Foto: Secom – PMVC
Prestes a completar seu primeiro ano em operação no sistema de transporte coletivo de Vitória da Conquista, a empresa Cidade Verde Transporte Rodoviária Ltda. enviou representantes para uma reunião com o prefeito Guilherme Menezes, nessa quarta-feira, 10, no Gabinete Civil. “Buscamos esclarecer alguns pontos da nossa atividade na cidade, com o objetivo de continuar prestando um serviço com qualidade e eficiência. E, logicamente, isso passa pelo poder público também”, explicou o administrador executivo da empresa, Roberto Jacomelli. Segundo Jacomelli, a intenção da Cidade Verde é continuar a “crescer” junto com Vitória da Conquista: “A avaliação é a melhor possível. Acreditamos muito no potencial de Vitória da Conquista, e esperamos continuar colaborando com a cidade e atender da melhor forma possível os nossos usuários”. “As melhores possíveis” também são as perspectivas apresentadas pelo prefeito Guilherme Menezes, a respeito da avaliação do primeiro ano e da continuidade das relações entre a cidade e a empresa recém-chegada. “É uma parceria interessante. Queremos ver o direito de ir e vir sendo sempre assegurado com dignidade em Vitória da Conquista”, afirmou o prefeito Guilherme. Além dos representantes da Cidade Verde, participaram da reunião o chefe do Gabinete Civil, Márcio Higino Melo, e o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Luis Alberto Sellmann.


Índice de riqueza inclusiva diz que Brasil cresceu só 2% em duas décadas
Crescimento do PIB no período de 1992 a 2010 foi de 40%. Além da produção de riqueza, cálculo alternativo considera também os capitais natural e humano de um paíspor Deutsche Welle — publicado 11/12/2014 09:21, última modificação 11/12/2014 09:22

O Brasil cresceu apenas 2% entre 1992 e 2010, segundo o Índice de Riqueza Inclusiva (Inclusive Wealth Index ou IWR), medido pelo Instituto Mahatma Gandhi de Educação para Paz e Desenvolvimento Sustentável, ligado à Unesco. Na medição do Produto Interno Bruto (PIB), a alta foi de 40%.
O relatório divulgado nesta quarta-feira 10, na Índia, leva em conta não apenas o crescimento da economia, como faz a medição do PIB, mas também o que chama de capital humano (nível de educação e formação da mão de obra) e capital natural (florestas e recursos naturais, por exemplo).
O índice foi criado em 2012 como uma alternativa ao Produto Interno Bruto e é calculado para 140 países. No cálculo final, o capital humano representa 23% do total, e o capital natural, 57%.
Segundo Lígia Costa, professora do Departamento de Fundamentos Sociais e Jurídicos da Escola de Administração de Empresas da FGV-SP, o índice mede de uma forma muito mais eficiente a qualidade de vida da população dos países analisados. "O PIB não mostra nenhum tipo de melhoria na qualidade de vida e é muito limitado", avalia.
No período analisado, a riqueza global inclusiva cresceu apenas 6%, considerando alterações no capital humano, no capital natural e no capital produzido, os três pilares da avaliação do IWR. A alta do PIB, que leva em conta apenas o desempenho econômico, foi de 50% em uma escala global.
Costa, que é uma das colaboradoras do estudo, considera que o desenvolvimento econômico e sustentável não pode se basear só no PIB. "Apenas considerando o PIB, o Brasil chegou a ser a sexta economia do mundo, passando a Inglaterra, mesmo sem os investimentos necessários em educação e saúde", pontua.
De acordo com o relatório, 42 países que tiveram resultado positivo do PIB apresentaram desempenho negativo no índice medido pela Unesco, como Indonésia, Peru, Equador, Colômbia, Bolívia e Venezuela. O mau desempenho da economia, apesar dos ganhos de capital, se explica pelo níveis negativos de capital humano (educação, principalmente) e pelas perdas de recursos naturais.
Segundo o estudo, o aumento populacional e a escassez de recursos naturais influenciaram negativamente o crescimento da riqueza mundial. O documento destaca que o Brasil tem a segunda maior cobertura vegetal do mundo, com 56% do território cobertos por florestas, mas foi um dos países que mais perdeu capital natural, assim como Nigéria e Indonésia.
Para Partha Dasgupta, uma das responsáveis pelo Índice de Riqueza Inclusiva, o crescimento da economia global é "anêmico". Enquanto a economia da China teve um avanço de 523% entre 1992 e 2010, a riqueza inclusiva do país cresceu 47%.
"Esse relatório desafia a perspectiva restrita que é dada pelo PIB", afirmou Dasgupta. "Isso ressalta a necessidade de integrar a sustentabilidade à avaliação econômica e ao planejamento de políticas."



BC vê inflação elevada em 2015, mas indica 'parcimônia' na alta de juros

Inflação deve ir para 4,5% só em 2016, avaliou instituição na ata do Copom.
Avaliação de que o BC deve se manter 'especialmente vigilante' foi mantida.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília

A inflação tende a permanecer elevada em 2015, segundo o Banco Central, mas deve entrar "em longo período de declínio". A avaliação está na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada nesta quinta-feira (11). Na reunião, realizada na semana passada, o BC elevou para 11,75% a taxa básica de juros, a Selic.
O Banco Central também avalia que a inflação só deve ir para 4,5% (o valor central da meta do governo) em 2016.
"O Copom destaca que, em momentos como o atual, a política monetária [definição de juros para conter a inflação] deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos doze meses, persistam no horizonte relevante para a política monetária [até o fim de 2016]", informou o Banco Central, na ata do Copom.
Com taxas maiores, a instituição busca reduzir o crédito disponível e, assim, o dinheiro em circulação. Dessa forma, é possível diminuir a quantidade de pessoas e empresas dispostas a consumir bens e serviços, e, teoricamente, os preços tendem a cair ou parar de subir.
No documento, o BC indicou ainda que novas altas de juros devem ser feitas como moderação: considerando os "efeitos cumulativos e defasados da política monetária" [altas de juros já implementadas até o momento], o "esforço adicional de política monetária [próximos aumentos de juros] tende a ser implementado com parcimônia".
PIB patina, mas inflação segue alta
A aceleração do aumento de juros, conduzida na semana passada pelo Banco Central, aconteceu em um cenário de estagnação da economia brasileira, mas com inflação ainda resistente. O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas, avançou somente 0,2% de janeiro a setembro deste ano. No terceiro trimestre, a economia brasileira saiu da recessão técnica registrada na primeira metade do ano, mas com uma alta de somente 0,1% no PIB.
Ao mesmo tempo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, somou 6,56% em doze meses até novembro, completando quatro meses acima do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação brasileiro. A meta, porém, vale somente para anos fechados. O mercado e o Ministério da Fazenda acreditam que a inflação ficará abaixo do teto de 6,5% neste ano.
"Para o Copom, o fato de a inflação atualmente se encontrar em patamares elevados reflete, em parte, a ocorrência de dois importantes processos de ajustes de preços relativos na economia – realinhamento dos preços domésticos em relação aos internacionais [alta do dólar] e realinhamento dos preços administrados em relação aos livres [aumento de tarifas, como energia, e gasolina, por exemplo]. O Comitê considera ainda que, desde sua última reunião, entre outros fatores, a intensificação desses ajustes de preços relativos na economia tornou o balanço de riscos para a inflação menos favorável", informou o Copom nesta quinta-feira.
Próximos passos do BC nos juros
Ao subir os juros na semana passada, o Banco Central já havia informado que as próximas elevações da taxa Selic seriam feitas com "parcimônia", conforme foi reafirmado na ata da reunião divulgada nesta quinta. O mercado financeiro já prevê, com isso, uma desaceleração no ritmo de alta da taxa básica da economia, para 0,25 ponto percentual, em janeiro – para 12% ao ano.
Permanece, entretanto, a dúvida sobre qual será o tamanho do ciclo de alta dos juros, ou seja, quantas elevações serão feitas. Até a semana passada, a expectativa dos economistas dos bancos era de que o BC promoveria mais três aumentos seguidos de 0,25 ponto percentual – até 12,5% ao ano – em abril de 2015.
O Copom avaliou ainda que a demanda agregada tende a se apresentar relativamente robusta no horizonte relevante para a política monetária, ou seja, até o fim de 2016.
"De um lado, o consumo das famílias tende a registrar ritmo moderado de expansão, devido a efeitos de fatores de estímulo como o crescimento da renda e a expansão moderada do crédito; de outro, condições financeiras relativamente favoráveis, concessão de serviços públicos, ampliação das áreas de exploração de petróleo, entre outros, tendem a favorecer a ampliação dos investimentos. Por sua vez, as exportações tendem a ser beneficiadas pelo cenário de maior crescimento de importantes parceiros comerciais e pela depreciação do real", informou.
Segundo o Banco Central, esses elementos citados, assim como "os desenvolvimentos no âmbito parafiscal" (superávit primário feito pelo setor público) e no mercado de ativos (preço do dólar, por exemplo), são "partes importantes do contexto no qual decisões futuras de política monetária serão tomadas, com vistas a assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas, que, na visão do Comitê, tende a ocorrer em 2016".

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/12/bc-ve-inflacao-alta-em-2015-mas-indica-parcimonia-na-alta-de-juros.html

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014


Países desenvolvidos produzem mais com melhor eficiência energética





GENEBRA  -  Países desenvolvidos conseguem produzir mais com melhor eficiência energética, mostra o Índice de Desempenho da Arquitetura Global da Energia 2015 (Global Energy Architecture Performance Index), publicado nesta quarta-feira pelo Fórum Econômico Mundial e pela consultoria Accenture. O PIB médio produzido por unidade de uso de energia é de US$ 9,04 nos países industrializados, comparado a US$ 6,71 nos emergentes e em desenvolvimento e US$ 5,80 no grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).
Conforme o documento, apesar de esforços substanciais feitos globalmente, os progressos são lentos para melhorar o uso de energia, principalmente nos emergentes. O forte desempenho no indicador de intensidade de energia é uma das principais diferenças no desempenho em termos de desenvolvimento econômico e baixas emissões de carbono. Suíça, Noruega e França lideram o ranking de 125 países em capacidade de energia segura, acessível e sustentável.
O Brasil, repetindo seu bom desempenho já do ano passado, mantém a melhor posição entre os principais emergentes. O país fica na 23ª posição, enquanto a Rússia fica na 39ª. Já a China é relegada ao 89º lugar e a Índia, ao 95º.
Conforme o relatório, a posição brasileira reflete sua diversidade energética e o rápido cresciment o do setor de petróleo e gás. O relatório diz que, com o fornecimento de eletricidade dominado pela energia hidrelétrica, o Brasil a lcança alto nível em termos de sustentabilidade ambiental.

http://www.valor.com.br/internacional/3810814/paises-desenvolvidos-produzem-mais-com-melhor-eficiencia-energetica