segunda-feira, 15 de dezembro de 2014


Shopping Conquista Sul: 600 mil consumidores são aguardados neste final de ano

Foto: Blog do Anderson
Com expediente especial, a expectativa é de um aumento entre 12% e 14% nas vendas no Shopping Conquista Sul, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo Cézar Zolim, superintendente do Shopping, até o final de dezembro são esperados 600 mil consumidores. “Tudo isso se deve ao incremento de renda das pessoas através das parcelas de 13º salário, mas também ao o Shopping Conquista Sul e as lojas estarem em uma promoção que sorteará um carro para cada R$ 100 em compras. Basta reunir os tickets de varias lojas e concorrer a um Etios”, disse Zolim.


http://www.blogdoanderson.com/2014/12/15/shopping-conquista-sul-600-mil-consumidores-sao-aguardados-nesge-final-de-ano/

Indústria japonesa está mais cautelosa quanto ao futuro, mostra tankan

Tomohiro Ohsumi/Bloomberg
TÓQUIO  -  Os industriais japoneses estão se tornando mais cautelosos sobre o futuro, apesar da queda dos preços do petróleo e de outros fatores favoráveis, mostra a pesquisa tankan, do Banco do Japão (BoJ), divulgada nesta segunda-feira, um lembrete oportuno do frágil estado da economia para o primeiro-ministro Shinzo Abe, um dia depois de sua decisiva vitória na eleição parlamentar.
O sentimento entre os grandes fabricantes manteve praticamente otimista sobre as condições econômicas atuais e as projeções de gastos de capital e os lucros das empresas para o ano corrente permaneceram robustas.
Mas qualquer ascensão no humor das empresas do Japão a partir das medidas adicionais de flexibilização do BoJ, um iene mais fraco e os preços de combustível mais baixos parece ter sido anulada pela preocupação com a orientação futura da economia, enquanto elas se esforçam para superar uma depressão induzida pela crise fiscal.
A sondagem trimestral tankan do Banco do Japão, realizada junto a mais de 10 mil empresas, mostrou que o índice que mede o humor de grandes fabricantes foi a +12, um ponto abaixo do levantamento anterior, de setembro. O valor é calculado subtraindo-se o percentual de entrevistados dizendo que as condições de negócio são ruins daqueles dizendo que eles são bons. O resultado foi um pouco menor do que a previsão média de +13 feita por 16 economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”. A pesquisa demonstrou que os números para março devem cair para +9.
A tankan segue uma série de indicadores que sugerem que a terceira maior economia do mundo não está ainda fora de perigo depois que um aumento do imposto nacional sobre vendas em abril provocou uma recessão por minar os gastos dos consumidores. A queda do Japão coincide com uma desaceleração na Europa e na China, colocando sobre os EUA a maior parte do ônus para impulsionar o crescimento global. Os preços do petróleo mais barato, a decisão de Abe de suspender o aperto fiscal e a surpreendente decisão do BoJ de expandir suas medidas de estímulo ainda não demonstraram qualquer efeito perceptível sobre o sentimento do japonês.
A grande queda na moeda japonesa provocada pela flexibilização monetária adicional do BoJ em outubr o beneficiou os exportadores, através do aumento do valor de ienes de seus lucros no exterior. Mas isso tem gerado preocupação de que podem afetar negativamente as empresas não-manufatureiras e as menores, que dependem mais de vendas no mercado interno, elevando os preços das importações de que necessitam.
Apesar dessas preocupações, o índice para grandes não-fabricantes inesperadamente subiu três pontos, para +16. Economistas esperavam +12.
As grandes empresas revisaram para cima seus planos de investimento de capital para o ano até março para um aumento de 8,9%, ante a projeção anterior de crescimento de 8,6%, em um sinal encorajador de que as empresas estão dispostas a aumentar seus investimentos no atual clima econômico.
O comportamento empresarial detém a chave para o sucesso das estratégias de crescimento do plano Abenomics, que visam acabar com anos de deflação e gerar inflação sustentável de 2%. Abe está levando as empresas a utilizar melhor seus crescentes ganhos e o enorme estoque de dinheiro em outros lugares, como o aumento dos salários e mais investimentos.
(Dow Jones Newswires )

http://www.valor.com.br/internacional/3822516/industria-japonesa-esta-mais-cautelosa-quanto-ao-futuro-mostra-tankan

Nada será como antes, amanhã...

Nesse quadro de instabilidade, não há espaço para vacilos esquerdistas e voluntaristas, considerando uma correlação de forças desfavorável.



Carlos Ocké (*)
Agência Brasil


Apesar do aumento da taxa de juros, Dilma não capitulou, tampouco está paralisada.

Joaquim Levy não será o Czar da economia e além da aplicação de medidas econômicas anticíclicas, como injetar R$ 30 bilhões no BNDES e reduzir os encargos financeiros da dívida dos estados e dos municípios, uma das suas primeiras iniciativas foi sentar com as centrais sindicais para definir uma pauta de negociação entre o governo e os trabalhadores.

Agora, considerando que se trata de um governo em disputa, o bloco histórico progressista deve construir os pressupostos econômicos, políticos e ideológicos para abrir um novo ciclo de desenvolvimento e para criar janelas de oportunidade no quadro das transformações que ocorrem no mundo.

Para unificar e para combinar as ações deste bloco no Estado e na sociedade, precisamos avançar nos planos teórico e estratégico em direção ao alargamento da democracia, à redução da desigualdade, à superação da dependência e à afirmação da ética pública, bem como precisamos enfrentar quatro grandes desafios no plano tático:

(i) derrotar a tentativa de impeachment articulada pela oposição no contexto das denúncias seletivas da operação lava jato;

(ii) consolidar uma frente ampla política e eleitoral, ensaiada no segundo turno das eleições presidenciais, para lutar pela reforma política que vete o financiamento empresarial de campanha e pela democratização da mídia;

(iii) superar o reducionismo do tripé macroeconômico (sistema de meta de inflação, superávit primário e câmbio flutuante);

(iv) abrir um novo ciclo de desenvolvimento assentado no pré-sal, na industrialização, no dinamismo do mercado interno e externo, na universalização das políticas sociais e na sustentabilidade ambiental.

Seu objetivo central deve ser a melhoria da qualidade de vida material e cultural da juventude, dos trabalhadores e dos cidadãos brasileiros.

Primeira análise

O governo Dilma continua em disputa.

Com toda energia, devemos criar uma frente ampla política e eleitoral para construir pressupostos que permitam o governo abrir um novo ciclo de desenvolvimento.

O PT, os partidos do campo democrático, popular e socialista, os setores progressistas do PMDB, do PSB e do PROS, as centrais sindicais, os movimentos sociais e as universidades têm uma responsabilidade gigantesca na atual conjuntura histórica.

A frente tem a dupla tarefa de sustentar o governo contra a direita e de pressionar o governo para avançar à esquerda, mas as condições são muito piores do que há 12 anos.

Por exemplo, a diferença eleitoral em favor do PT nas eleições presidenciais caiu de 22% dos votos validos em 2002 para 3,3% em 2014 e as bancadas sindical e social perderam 50% de seus parlamentares.

Dilma precisa de apoio popular em torno da reforma política e da democratização da mídia para enfrentar as contradições da sociedade brasileira – a reforma agrária, a reforma urbana e a melhoria da mobilidade urbana estão na boca do povo –, mas esse congresso é o mais conservador desde a redemocratização.

Dada essa correlação de forças no Estado, ela precisa mediar na economia para garantir a governabilidade, mas isso não significa que ela adotou o programa econômico recessivo dos tucanos.

O novo ministro da fazenda sinalizou que a meta do superávit primário será de 1,2% do PIB em 2015, o menor dos últimos 17 anos. Ou seja, o ajuste fiscal será feito de forma gradual para preservar os avanços sociais dos últimos 12 anos.

Além do mais, com a desnacionalização da economia promovida pelo PSDB entre 1994 e 2002, as restrições internacionais passaram a constranger o espaço para as políticas redistributivas e para ampliação do mercado interno, tornando necessária a aprovação de medidas anticíclicas – como a flexibilização da meta do superávit em 2014 – para garantir o emprego, manter o salário e fomentar o investimento em infraestrutura.

Um ajuste fiscal moderado e a aprovação de pontos da reforma tributária serão insuficientes para atender as reivindicações da nossa base social, mas podem acelerar a retomada do crescimento e sustentar a âncora salarial, caso não se perca de vista a redução do estoque da dívida pública e o alongamento de seus encargos financeiros para sedimentar o caminho da universalização das políticas sociais.

A construção de uma frente ampla política e eleitoral

Na atual conjuntura, devemos combinar uma tática defensiva no Estado (economia) com uma estratégia contraofensiva na sociedade (política, ideológica e organizativa).

Com apoio da mídia, os conservadores cresceram nas últimas eleições e produziram uma direita avessa ao jogo democrático. Ora a oposição assopra, pressionando Dilma para aplicar o programa dos tucanos, ora a oposição morde, apostando no impeachment e na destruição do PT.

Nesse quadro de instabilidade, não há espaço para vacilos esquerdistas e voluntaristas, considerando uma correlação de forças desfavorável no Estado e as debilidades da esquerda, dos setores populares e do próprio projeto socialista na sociedade.

Podemos resistir à ofensiva udenista e suas ameaças de blackout. Podemos mudar esse quadro e fazer um governo reformista, mas Dilma, Lula e o PT não fecharam seus olhos para essa fragilidade no campo institucional.

Com base no programa disputado nas urnas, procuram fortalecer a aliança com o PMDB, refrear o centro e dividir a direita e a própria reforma ministerial levará em conta a necessidade de realizar um presidencialismo de coalizão pressionado e chantageado por um congresso fisiológico.

Do lado da frente, o pulo do gato é compreender que a capacidade de negar e de superar a tática defensiva no campo econômico dentro do Estado reside na sustentação e na pressão dos partidos, das burocracias, das centrais sindicais, dos movimentos sociais e dos estudantes alinhados ao campo democrático, popular e socialista.

Do lado do Estado, o problema é compreender que, a depender do tamanho do aperto monetário e do ajuste fiscal diante da pressão do capital financeiro nacional e internacional, a estratégia contraofensiva política, ideológica e organizativa dos setores progressistas pode se desmobilizar, minando sua governabilidade popular, bem como sua margem de manobra para criar um novo ciclo de desenvolvimento.

O PT tem a responsabilidade de fazer essa mediação, cumprindo um papel importante nas negociações da frente ampla com o governo Dilma. No seu V Congresso, o próprio partido deve fazer um balanço da sua crise de hegemonia, em sentido democrático e socialista, para debater o “reformismo fraco” do lulismo e fazer uma autocrítica de seus erros nos últimos 12 anos. Se necessário deve promover mudanças substantivas em sua direção política e no tipo de construção e organização partidárias para combater o antipetismo no parlamento, na rua e na internet.

O momento é histórico e exige grandeza e unidade para atrair a base aliada à Marina Silva e os descontentes com o sistema de representação política do campo da esquerda. Para contrabalançar a correlação de forças, será decisiva a consolidação desta frente em torno da reforma política e da democratização da mídia, fortalecendo a capacidade política e ideológica do governo para abrir um novo ciclo de desenvolvimento.

Diferenças existem e devem ser demarcadas e respeitadas, sem sectarismo dentro da frente e em sua relação com o governo. Será um processo cheio de lutas, tensões e negociações, contudo a frente política progressista tem a dupla tarefa de sustentar o governo contra a direita e de pressioná-lo no avanço à esquerda, apostando na organização, conscientização e mobilização da juventude, dos trabalhadores e dos cidadãos, ora mediando, ora avançando no curso da luta de classes e da disputa de hegemonia, dentro e fora do Estado.

Tripé macroeconômico superado: um novo ciclo de desenvolvimento

No campo socialista, somos críticos ao estalinismo e ao social-liberalismo – esse último apoiado na macroeconomia do “socialismo neoliberal” dos anos 80/90.

Diante da crise internacional, o recuo social-liberal na política econômica (Estado) não deve impedir que o bloco histórico progressista (sociedade) debata os erros e os acertos do neodesenvolvimentismo petista, bem como discuta a necessidade de negação e de superação do tripé macroeconômico (meta de inflação, superávit primário e câmbio flutuante) como pré-condição para o governo abrir um novo ciclo de desenvolvimento.

Dos 46 bancos centrais que estabeleceram metas de inflação, 30 estão abaixo da meta, preocupados agora com os efeitos devastadores da deflação na Europa. O consenso dos analistas, não necessariamente de esquerda, é que a zona do euro precisa reestruturar a dívida para ampliar os investimentos públicos, renegociando o principal e os períodos de carência, reescalonando os encargos financeiros e, se constatada irregularidades, anulando parcialmente a dívida.

No Brasil, aplicar um ajuste fiscal gradual para reduzir inflação a fim de baixar juros e tornar o câmbio competitivo deve, também, pressupor a redução e o alongamento do estoque da dívida pública no longo prazo. O próprio FHC, em entrevista concedida à revista Primeira Leitura, em julho 2004, defendia que o Brasil lidasse com a dívida interna de outra maneira.

Como nos ensinou Kalecki, sozinhos, dificilmente os capitalistas garantirão o pleno emprego no longo prazo. Hoje, sem dúvida a retomada do crescimento depende da ampliação do investimento privado e público, sendo decisiva a ação dos governos, bancos públicos e fundos de pensão institucionais, para permitir o reposicionamento da indústria nas cadeias globais do mercado externo e para reduzir o déficit da balança de pagamentos.

De qualquer forma, esse exame precisa ser aprofundado por todos os aliados do governo Dilma, pois a crítica ao tripé macroeconômico poderá ter desdobramentos teóricos e estratégicos significativos para criação de um novo ciclo de desenvolvimento assentado no pré-sal, na industrialização, no dinamismo do mercado interno e externo, na universalização das políticas sociais e na sustentabilidade ambiental.

Nesse sentido, uma opção seria atualizar e adaptar o modelo sueco de pleno emprego, considerado um paradigma para os críticos da experiência soviética (estalinista) e estadunidense (liberal); outra opção seria olhar para a própria experiência da esquerda latino-americana reformista e revolucionária.

Mas seja no modelo keynesiano, seja no modelo de capitalismo de Estado, uma vez fortalecido o padrão de financiamento público e a formação bruta de capital fixo, a âncora salarial (carteira assinada, renda e crédito no mercado interno) e os direitos sociais serão duas pedras fundamentais para arquitetura desse novo ciclo de desenvolvimento.

Em particular, a universalização das políticas sociais tem um potencial transformador civilizatório nos países da periferia capitalista. Em nosso caso, a depender da sua extensão e da sua profundidade, pode permitir com mais rapidez a consolidação da posição política da frente ampla progressista no Estado em várias dimensões, a saber: construir uma ética pública e solidária na sociedade; desprivatizar o Estado, democratizando o acesso ao fundo público; atacar a pobreza, a desigualdade, os baixos níveis educacionais e culturais e a violência social nas metrópoles; produzir renda, produto, emprego e inovação tecnológica; aumentar a produtividade da força de trabalho e reduzir o índice de inflação do setor de serviços.

Sinônimo de democracia e de uma “economia de mercado socialmente regulada” (termo cunhado pela socialdemocracia alemã antes da ascensão do nazismo), esse ciclo pode garantir crescimento econômico, sem descuidar da soberania brasileira na nova geopolítica mundial, visando à melhoria da qualidade de vida material e cultural da juventude, dos trabalhadores e dos cidadãos brasileiros.

Nada será como antes para a esquerda brasileira, que deve repensar suas divisões e seus romantismos, na crítica dialética do seu “horizonte de expectativa”. A vitória de Dilma foi uma vitória contra o retrocesso, saudada em toda América Latina. Se quisermos avançar, unidade é a palavra-chave para superar a tática defensiva no Estado (economia) e para avançar concretamente na estratégia contraofensiva na sociedade (política, ideológica e organizativa), fortalecendo o governo em sua promessa de mudar para melhor a qualidade de vida dos brasileiros.


(*) Carlos Ocké é economista e membro do conselho consultivo do Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (Cebes).
http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Nada-sera-como-antes-amanha-/4/32441

Silêncio dos militares traz dúvidas sobre volta da ditadura, diz Dallari



O coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari, criticou ontem o silêncio das Forças Armadas sobre o relatório entregue pelo grupo à presidente Dilma Rousseff na quarta-feira e disse que é preciso reconhecer a responsabilidade pelos crimes cometidos durante o regime militar (1964-1985). Para Dallari, a atitude dos militares gera insegurança na sociedade e traz dúvidas sobre a volta da ditadura no país.

 
No relatório da CNV, a comissão pede a punição de 377 agentes públicos por violação dos direitos humanos durante o período militar, entre eles cinco generais que presidiram o Brasil.
"As Forças Armadas precisam reconhecer a sua responsabilidade institucional, pelo bem da reconciliação nacional", afirmou Dallari. "É necessário que as Forças Armadas se posicionem em relação a isso. O silêncio poderá passar a impressão de que as Forças Armadas ainda estão de acordo com o que foi feito no passado e poderiam especular com a possibilidade de voltar a fazer no futuro", afirmou. Dallari participou ontem de uma audiência pública no Senado, na Subcomissão Permanente da Memória, Verdade e Justiça, para debater o relatório.
O coordenador da CNV disse que a democracia brasileira precisa ter "absoluta segurança" de que as atrocidades ocorridas na ditadura nunca mais voltem a acontecer. E para isso, insistiu, é preciso que os militares reconheçam as violações cometidas no regime militar.
Dallari disse que as Forças Armadas têm recebido apoio do parlamento e da sociedade brasileira e citou como exemplo a aprovação do Orçamento com recursos para a compra dos jatos suecos Gripen. "Esse gesto de apoio não está sendo retribuído. A reconciliação nacional só virá com esse reconhecimento".
Em audiência na Câmara também para debater o tema, o coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Gilney Viana, disse que "com o relatório o Estado brasileiro diz: tortura nunca mais, ditadura nunca mais".

http://www.valor.com.br/politica/3814384/silencio-dos-militares-traz-duvidas-sobre-volta-da-ditadura-diz-dallari







sexta-feira, 12 de dezembro de 2014


Seis capitais concentram 24% do PIB do país, revela IBGE
Por Rafael Rosas | Do Rio
Seis municípios brasileiros continuaram concentrando, em 2012, quase um quarto de toda a riqueza produzida no país. Os dados constam do Produto Interno Bruto dos Municípios 2012, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O quadro se mantém praticamente inalterado desde 2008. Em 2011, esses municípios detinham 24, 6% do PIB. Em 2014, recuaram para 24%.
São Paulo lidera, com 11,4% de participação em 2012, contra 11,6% em 2011. A seguir, vem o Rio de Janeiro, com 5%, contra 5,1%. Brasília ficou com 3,9%, abaixo dos 4% de um ano antes; Curitiba respondeu por 1,3%, contra 1,4% em 2011; Belo Horizonte manteve 1,3% e Manaus baixou 0,1 ponto, para 1,1%. No total, as seis cidades abrigam 13,6% da população brasileira.
A participação das capitais no PIB foi a menor desde o início da série histórica, em 1999. As 27 capitais - Brasília inclusive - responderam, em 2012, por 33,4% do PIB nacional, contra 33,7% em 2011. Em 1999 havia sido 38,7%.
Metade do PIB do país em 2012 foi produzido em 57 municípios - incluindo os seis maiores -, que, juntos, respondem por 31,4% da população nacional. O Brasil tem 5.565 municípios.
Entre as cidades brasileiras que não são capitais, 11 destacaram-se por gerar individualmente mais de 0,5% do PIB em 2012, somando 8,7% do total das riquezas produzidas no país naquele ano: Campos dos Goytacazes (RJ), Guarulhos (SP), Campinas (SP), todos com 1% de participação no PIB; Osasco e Santos, ambos em São Paulo, com participação de 0,9% cada; São Bernardo e Barueri, em São Paulo, com 0,8% cada; Betim (MG), São José dos Campos (SP) e Duque de Caxias (RJ), com 0,6% de participação cada; e Jundiaí (SP), com 0,5%.
Na outra ponta, outros 1.334 municípios do país respondiam por apenas 1% do PIB e 3,3% da população. Nesse grupo estão 75,9% dos municípios do Piauí, 61,4% dos municípios da Paraíba, 53,2% dos municípios do Tocantins e 50,9% dos municípios do Rio Grande do Norte Na maior parte dos Estados, os cinco municípios com os maiores PIBs respondem por mais de 30% do PIB estadual.
O município de Padre Carvalho (MG) foi o que mais ganhou posições no ranking, saltando da 4.959ª para a 2.985ª posição de 2011 para 2012. Depois apareceram Abadia de Goiás (de 3.859º para 1.979º) e as mineiras Guaraciama (de 4.914º para o 3.389º) lugar; Josenópolis (5.117º para 3.653º) e Olhos d'Água (4.035º para o 2.616º).
Segundo o IBGE, as cidades mineiras se beneficiaram do crescimento da produção de carvão vegetal e de madeira em 2012. Abadia de Goiás contou com abertura de um frigorífico e de um atacadista de móveis e eletrodomésticos.
Municípios pouco populosos, mas com concentração de grandes empresas, ficaram com o maior PIB per capita, caso de Presidente Kennedy (ES), com R$ 512 mil e de Louveira (SP), com R$ 285,6 mil.


Fonte: http://www.valor.com.br/brasil/3814318/seis-capitais-concentram-24-do-pib-do-pais-revela-ibge

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

CONTAS DA PREFEITURA DE VITÓRIA DA CONQUISTA SÃO REPROVADAS

As contas da Prefeitura de Vitória da Conquista, da responsabilidade de Guilherme Menezes de Andrade, referentes ao exercício de 2013, foram reprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios, na sessão desta terça-feira (09). O conselheiro relator, Fernando Vita, aplicou multa de R$ 5 mil ao gestor pelas irregularidades remanescentes no parecer.
As contas foram rejeitadas em razão da abertura de créditos adicionais suplementares sem a existência dos recursos correspondentes, fato que, por si só, compromete o mérito das contas. Em face da irregularidade, a relatoria determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual contra o gestor.
No exercício de 2013, o Município de Vitória da Conquista apresentou uma receita arrecadada na ordem de R$ 468.290.061,81 e realizou despesas no montante de R$ 475.096.792,02, resultando em um déficit orçamentário de R$ 6.806.730,21, refletindo um desequilíbrio das contas públicas.
Cabe recuso da decisão.

Uesb recebe Prêmio Nacional de Direitos Humanos

Desde outubro de 2011, o Centro de Referência em Direitos Humanos da Uesb (CRDH) desenvolve ações voltadas para a promoção da cidadania na região Sudoeste da Bahia, em todo o território de abrangência da Universidade. Além dos resultados efetivados na vida de milhares de pessoas, o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido veio por meio de duas indicações para o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, em 2012 e em 2013, e neste ano, não apenas indicada, a Uesb  recebeu o Prêmio concedido pela Presidência da República, em uma solenidade realizada hoje (quarta-feira), em Brasília. O vice-reitor da instituição, Fábio Félix, recebeu o prêmio das mãos da presidente Dilma Rousseff.
O Prêmio Nacional de Direitos Humanos é a maior condecoração do governo brasileiro às pessoas e instituições que desenvolvem ações de promoção e defesa dos direitos humanos. Em solenidade comemorativa ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, a premiação consiste na concessão de diploma e obra de arte entregues a 20 iniciativas que se destacaram no período de 2011 a 2014. Com informações da Ascom – Uesb

Fonte: http://www.blogdorodrigoferraz.com.br/v1/2014/12/10/uesb-recebe-premio-nacional-de-direitos-humanos/