quarta-feira, 17 de dezembro de 2014


Cerca de 250 trabalhadores temporários devem ser efetivados no comércio de Conquista



Os meses finais de cada ano são o momento das contratações temporárias. Uma ótima oportunidade para quem quer conquistar seu lugar no mercado de trabalho. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Comerciários de Vitória da Conquista, Guimarães Viana, até o fim do ano devem ser contratados mais de 1000 profissionais para as vagas temporárias.
“Nós temos uma grande região que recebe gente de todas as partes. Aqui, é o centro de comércio para uma região de dois milhões de habitantes”, disse Viana. Segundo ele, o comércio local atrai compradores e também gente de cidades pequenas que quer trabalhar. Do total de contratos temporários desta época, “espera-se que em torno de 25% sejam efetivados”.
Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), estes novos profissionais estão distribuídos em seis setores: vestuário, eletroeletrônico, perfumaria e cosméticos, joias e bijuterias, artigos para o lar e calçados.

http://www.blogdorodrigoferraz.com.br/v1/2014/12/16/cerca-de-250-trabalhadores-temporarios-devem-ser-efetivados-no-comercio-de-conquista/


Potências comerciais participarão de queixa da UE contra o Brasil



GENEBRA  -  As principais potências comerciais pediram para participar como “terceiras partes com interesses” na disputa aberta pela União Europeia (UE) contra o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), que poderá se tornar o maior litígio comercial enfrentado pelo país nos últimos tempos.
Como previsto, a OMC aprovou nesta manhã a abertura do painel  — comitê de especialistas — que examinará a queixa europeia. Estados Unidos, Japão e Coreia estão entre os países que também vinham reclamando do Brasil. Além disso, participarão China, Rússia e Índia, parceiros do grupo BRIC, bem como Argentina, Austrália, Turquia e Taiwan.
Os europeus se queixam de vários programas para os setores automotivo e de tecnologia da informação, entre outros, com isenção fiscal para produtos domésticos que acabariam por significar discriminação contra os importa dos. “Essas medidas são discriminatórias e visam substituir importações, na medida em que são vinculadas a exigências de uso de conteúdo local”, aponta a UE na OMC.
A União Europeia diz que a disputa deve examinar desonerações fiscais para companhias no Brasil que também alcançam certas metas de exportações, o que considera uma violação das regras sobre subsídios à exportação.
Os europeus se dizem inquietos com a “contínua expansão dessas medidas para cobrir um crescente número de setores”, citando o caso do Inovar-Auto, que substituiu um programa temporário anterior que seria  igualmente discriminatório contra o produto estrangeiro. “É importante que o Brasil respeite as regras da OMC”', diz a UE.
Por sua vez, a delegação brasileira, chefiada pelo embaixador Marcos Galvão, lamentou a abertura do caso diante dos árbitros da OMC, insistindo que os programas são consistentes com as regras internacionais.
Conforme o embaixador, os programas visam reforçar a inovação e a formação de mão de obra mais qualificada no Brasil e, ao mesmo tempo, ampliar o comércio e promover uma “interação dinâmica” entre investimentos, os setores envolvidos e os fluxos de comércio.
Para  o Brasil, as companhias estrangeiras, especialmente as europeias, estabelecidas no Brasil “tê m sido positivamente afetadas por esses programas, que não têm efeito que deprime importações”.
A delegação brasileira reiterou que os programas questionados pela UE procuram posicionar melhor o Brasil nos setores de alta tecnologia no mercado global, e não isolar o país do resto do mundo. Para o Brasil, a UE faz uma interpretação ampla demais das regras da OMC sobre tratamento nacional e conteúdo local que, se aceita, afetaria a capacidade dos membros da OMC de promover desenvolvimento social e tecnológico.
Um exemplo é de que o Recap, programa para compra de bens de capital para empresas exportadoras, e o PEP são simplesmente mecanismos para melhorar a administração tributária e facilitar a devolução de impostos  pagos em excesso.




http://www.valor.com.br/internacional/3826692/potencias-comerciais-participarao-de-queixa-da-ue-contra-o-brasil

EUA e Cuba fazem acordo sobre troca de presos



WASHINGTON  -  Cuba libertou nesta quarta-feira um prisioneiro americano que permanecia detido há cinco anos no país – Alan Gross, que aparentemente tinha problemas de saúde  –, em iniciativa qualificada como um gesto “humanitário”.
A expectativa é de que o presidente dos EUA, Barack Obama, faça um pronunciamento sobre a questão ainda nesta quarta-feira.
Gross era um prestador de serviços da Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA e foi acusado de espionagem pelo governo cubano ao tentar fornecer serviços de internet a cidadãos cubanos.
A expectativa é de que a iniciativa do governo cubano contribua para a normalização das relações entre a ilha e os Estados Unidos. Como parte do acordo para a libertação do cidadão americano, o governo americano estaria disposto a revogar muitas das restrições a viagens e transferências de dinheiro que afetam hoje Cuba.
Em retribuição, os EUA devem transferir à ilha três pessoas condenadas por espionarem para Cuba. Ainda em conformidade com o acordo, de acordo com uma fonte do governo americano, Cuba libertará 53 prisioneiros políticos e os Estados Unidos farão uma revisão do status de Cuba, atualmente incluída na lista dos EUA de países que apoiam o terrorismo.


http://www.valor.com.br/internacional/3827484/eua-e-cuba-fazem-acordo-sobre-troca-de-presos

Crise na Rússia balança emergentes


O agravamento da crise cambial na Rússia, que levou o rublo a cair 12% ante o dólar ontem, contribuiu para piorar o cenário para os mercados emergentes. A maioria das moedas tem mostrado fortes perdas, diante da combinação de queda nos preços das commodities, enfraquecimento da economia chinesa e expectativa de alta de juros nos EUA. Com esse pano de fundo, o real fechou no menor nível desde março de 2005, a R$ 2,7341 por dólar, e o mercado futuro de juros chegou a embutir uma aceleração no ritmo de elevação da Selic. O presidente do BC, Alexandre Tombini, por sua vez, sinalizou a continuidade do programa de swaps cambiais.
Ainda é cedo para avaliar se a crise russa tem o potencial de arrastar outros mercados. A percepção inicial é que o contágio é limitado porque o mau humor vem de fatores muito específicos: alta dependência de receitas do petróleo, tensão política com o Ocidente que resultou em uma série de sanções, além da desconfiança com a política local.
Outro fator que limitaria a extensão da crise a outras economias é o fato de hoje as posições em câmbio estarem menos alavancadas. Os investidores têm reduzindo a exposição a moedas de emergentes desde o ano passado diante da perspectiva de aumento dos juros nos EUA em 2015, diz Flavia Cattan-Naslausky, estrategista de câmbio para América Latina do Royal Bank of Scotland (RBS).
"Estamos vendo um 'sell-off' [venda generalizada de ativos] controlado. O problema é que a liquidez nos mercados está muito baixa, com os investidores adotando uma postura mais cautelosa, evitando aumentar as posições."
Para Paulo Vieira da Cunha, diretor de pesquisa do ICE Canyon, fundo de Los Angeles especializado em emergentes e ex-diretor do Banco Central, é cedo para falar em uma crise na Rússia na intensidade vista em 1998.
A forte queda do preço do petróleo afeta principalmente os países com a economia atrelada à commodity. A perspectiva, segundo Cunha, é que depois de um forte ajuste, o preço do óleo se estabilize a partir do segundo semestre de 2015. "O que acontece é que em momentos de maior volatilidade e queda abrupta do preço do petróleo, as moedas de países considerados mais vulneráveis, muito dependentes de financiamento externo, sofram mais como Turquia, Indonésia e África do Sul."
Apesar de não sofrerem com tensões do lado geopolítico, moedas de países como Colômbia, México, Malásia e Venezuela, também grandes exportadores de petróleo, evidenciam algum nível de vulnerabilidade devido à exposição das receitas fiscais aos preços do petróleo.




http://www.valor.com.br/financas/3826362/crise-na-russia-balanca-emergentes

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014


15/12/2014
Cantareira volta a cair e Sabesp não informa
dados sobre Alto Tietê
O sistema Cantareira voltou a registrar queda nesta segunda-feira (15). De acordo com dados da Sabesp, a companhia de saneamento de São Paulo, o reservatório opera com apenas 7,2% de sua capacidade. Ontem (14), era 7,3%. Já o Guarapiranga caiu de 44,8% para 35,8% de domingo para segunda.
No balanço divulgado diariamente pela Sabesp, o sistema Alto Tietê aparece sem indicação da quantidade de chuva e da capacidade do reservatório. Procurada, a Sabesp informou que não tem como passar essa informação por conta de "problemas técnicos" e que os dados estarão disponíveis somente no final do dia.

A Sabesp informou no domingo (14) que obteve autorização do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo) para "captar mais 39,46 milhões de metros cúbicos da represa Ponte Nova, representando mais 6,6% ao volume útil. Esse acréscimo de volume não necessita de bombeamento, sendo possível a retirada através da descarga normal", disse a estatal. No domingo, o sistema operava com 4,1% e, como o volume adicional, estava com 10,7%. Os dados desta segunda-feira ainda não foram divulgados.

O reservatório Alto Tietê, que abastece 4,5 milhões de pessoas na região leste da Grande São Paulo, está em uma situação crítica. De acordo com especialistas, o Alto Tietê depende de chuva intensa nas próximas semanas para não entrar em colapso em janeiro, antes mesmo do Cantareira.

A Sabesp diz que foi realizada uma batimetria (medição da profundidade) que permitiu ajustar a capacidade do Alto Tietê aproveitando a estrutura existente. Afirma ainda que bastou, para isso, a autorização do DAEE, sem ser preciso aval de órgãos federais, como a ANA (Agência Nacional de Águas).

Roberto Kachel, engenheiro especialista em hidrologia e membro do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, diz estranhar a utilização desse volume morto pela Sabesp sem a realização de nenhum tipo de obra.

Para ele, um ajuste feito só a partir da batimetria indicaria um erro grosseiro de cálculo sobre a real capacidade do reservatório até então. "Não é possível um erro dessa ordem. Errar meio metro na batimetria é um absurdo em termo de engenharia. Isso seria uns quatro a cinco metros de erro de batimetria. Se fosse meu aluno, faria dependência por no mínimo três anos. É algo absolutamente impossível", diz Kachel, professor da Universidade de Mogi das Cruzes.

Antonio Carlos Zuffo, professor da Unicamp, afirma que, diante do atual quadro, a Sabesp irá captar a "água que tiver".



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15/12/2014

Inflação do varejo no IGP-10 foi a mais intensa em 11 anos, diz FGV


Por Alessandra Saraiva

Pressionada por serviços ainda em alta e reajustes em preços administrados, a inflação do varejo em 2014 no âmbito do Índice Geral de Preços -10 (IGP-10) foi a mais forte em 11 anos. O alerta partiu do Superintendente Adjunto de Inflação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Salomão Quadros.
Ele considerou que o resultado anual do IGP-10 de 2014, anunciado nesta segunda-feira e que mostrou alta de 3,88% no ano — a menor desde 2009 —, corrobora previsões anteriores, de que a família dos Índices Gerais de Preços (IGPs) terminarão o ano com taxas anuais abaixo de 4%, menores do que as de 2013, quando terminaram o ano com resultados acima de 5%. Mas frisou que a evolução de preços varejistas inspira cuidados, principalmente a persistência na inflação de serviços — que deve encerrar 2014 em torno de 8,5%.
Isso, na prática, é prejudicial para o contexto inflacionário de 2015, visto que esse segmento mostra persistência de aumento de preços que não está diminuindo ritmo de avanço, com o passar do tempo, admitiu o técnico.
O economista detalhou que, em 2014, o Índice de Preços ao Consumidor 10 (IPC-10) terminou o ano com alta de 6,64%, acima de 2013 (5,47%); e a mais elevada taxa desde 2003 (9,86%). A inflação do varejo foi pressionada por energia elétrica mais cara em 2014 — um item que, no ano passado, passou por redução de tarifa; mas voltou a subir esse ano, comentou ele.
Porém, uma das classes de despesa que mais contribuiu para esse resultado foi Educação, Leitura e Recreação que mostrou inflação de 8,72% em 2014, acima de 2013 (7,09%). “Entre as oito classes de despesa usadas para cálculo do IPC-10, essa é a que possui maior concentração de preços de serviços”, lembrou o técnico, considerando que a atividade de serviços há anos mostra desempenho anual acima de 8%, no âmbito dos IGPs — e 2014 não será diferente.
Outro aspecto que contribuiu foi a inflação dos alimentos. Embora tenha finalizado o ano com alta de 7,95%, menos intensa do que a de 2013 (9,28%), não significa que sua influência foi inócua na formação da inflação do varejo em 2014, salientou o especialista.
Esse comportamento de varejo com preços em alta com certeza será notado no resultado anual do IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] em 2014”, disse o especialista, citando o indicador oficial do governo, usado para cálculo de meta inflacionária, e que será anunciado em janeiro de 2015.
A trajetória de preços do varejo em 2014, que representam 30% dos IGPs, foi bem diferente da observada pelos preços atacadistas, que têm fatia de 60% nos resultados totais dos indicadores. A inflação do atacado subiu 2,51% esse ano, menos da metade da registrada em 2013 (4,97%), devido a um comportamento mais favorável nos preços das commodities, principalmente minério de ferro – cujo preço caiu 36,22% em 2014, ante 2013, no âmbito do IGP-10.
Ao comentar a evolução mensal do indicador, Quadros explicou que a aceleração na taxa, de novembro para dezembro (de 0,82% para 0,98%), foi causada por repasses de aumentos em matérias-primas brutas, ocorridos em novembro, em produtos finais tanto no atacado quanto no varejo. O impacto do reajuste de gasolina, em novembro, também pressionou a taxa mensal do índice, acrescentou ele. “Mas esperamos uma desaceleração [do IGP-10] em janeiro, em comparação com dezembro”, disse, considerando que a influência do reajuste não deve ser mais percebida no primeiro IGP-10 mensal de 2015.



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Shopping Conquista Sul: 600 mil consumidores são aguardados neste final de ano

Foto: Blog do Anderson
Com expediente especial, a expectativa é de um aumento entre 12% e 14% nas vendas no Shopping Conquista Sul, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo Cézar Zolim, superintendente do Shopping, até o final de dezembro são esperados 600 mil consumidores. “Tudo isso se deve ao incremento de renda das pessoas através das parcelas de 13º salário, mas também ao o Shopping Conquista Sul e as lojas estarem em uma promoção que sorteará um carro para cada R$ 100 em compras. Basta reunir os tickets de varias lojas e concorrer a um Etios”, disse Zolim.


http://www.blogdoanderson.com/2014/12/15/shopping-conquista-sul-600-mil-consumidores-sao-aguardados-nesge-final-de-ano/